Delegações enfrentam preços abusivos

A COP30 está programada para acontecer de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, com a expectativa de receber cerca de 55 mil participantes.

Apesar das iniciativas, a crise persiste, e o governo brasileiro e a ONU continuam buscando soluções para garantir a participação de todos.

A COP30 enfrenta uma crise de hospedagem em Belém devido aos altos preços e falta de vagas acessíveis, levando a pressões para a transferência do evento e o aumento de subsídios da ONU para delegações. Para aliviar a situação, o governo brasileiro está usando escolas e barcos da Previdência como hostels e incentivando moradores a oferecerem acomodações, enquanto a rede de igrejas também oferece leitos solidários.

Cenário da Crise:
Preços Abusivos: plataformas de hospedagem exibem diárias até 20 vezes mais caras do que o período normal.
Falta de Vagas: exigência de estadias mínimas muito longas dificultam a busca por acomodação.

A crise de hospedagem é uma ameaça à credibilidade e à legitimidade da COP30, pois pode inviabilizar a participação de países em desenvolvimento e outros participantes chave, como os povos indígenas.

Como medida emergencial, o governo criou em agosto um grupo de trabalho para intermediar melhores condições de hospedagem e contratou dois navios de cruzeiro privados, que somam 6 mil leitos. Apesar disso, as embarcações ficarão a 20 quilômetros do centro de negociações.

Escolas estão sendo adaptadas como hostels, e uma rede de igrejas oferece leitos gratuitos ou acessíveis para quem participa do evento.

Dois barcos da Previdência Social, usados para atendimento a ribeirinhos, foram convertidos em hospedagens para staff, trabalhadores ou delegações.

Moradores de Belém estão sendo capacitados em inglês e orientados a cadastrar suas residências em sites de hospedagem.